Bom, isto se aplicaria a qualquer framework, linguagem de programação ou mesmo sistemas operacionais, né? Se IA gera tudo, faz diferença pro usuário final em que aquilo está implementado? (e esta pergunta se aplica mesmo à época em que não tínhamos estas IAs)
Se IAs começam a gerar, por exemplo, código em linguaem de máquina,direto então. Outro passo além.
Mas a questão é: pro usuário final tanto faz em que algo é implementado, mas para as empresas e stakeholders, a situação é outra.
(talvez seja a mesma pergunta, mas de outra forma diferente: “pra que tantas linguagens de programação?”)
Acho que na prática é uma questão de engenharia acima de tudo agora: a vantagem que vejo no Grails REAL é o aspecto qualidades do framework.
- Grails é na prática focado em modelos: a nossa fonte da verdade são as classes de domínio que são nossa fonte da verdade.
- O ecossistema ao redor que compensa: muitos anos atrás eu tinha duas alternativas que eram o Ruby on Rails ou o Grails. O que me fez ir pro Grails foi o fato deste ser baseado em bibliotecas e frameworks que já haviam se provado na época (Hibernate vs Active Record, por exemplo).
- O fato de estar tudo ali e expansível a partir de si mesmo: você criar plugins pro Grails como aplicações Grails é fantástico.
Acho que não muda muito com IAs e nós vamos precisar ver ainda até onde elas vão. Neste momento chegaram num patamar que é realmente incrível, mas ainda assim precisam de nós, desenvolvedores, pra manter e guiar a coisa.
Talvez não seja o fim de fato ou tenhamos chegado ao fim, pois se assim fosse, nada justificaria o esforço imenso que a equipe por trás do framework tem tido e os avanços que tem realizado.
O que EU acho agora: o que FINALMENTE acabou foi a mentalidade “CRUD first and CRUD only”. Quem via desta forma agora tá fora. E aqui o scaffolding do Grails junto com IA é matador.