Grails na era da IA

Caros amigos,

Quando o Grails passou para Apache, achei muito legal. Mas logo depois me veio o pensamento de que, talvez, fosse muito tarde. A questão é que com a IA, muito da produtividade que o Grails buscava dar, acabou por ser algo praticamente resolvido.

Sim, sei que isso é simplista, pois, as grandes empresas, ao que parece, têm preferido o uso “responsável” da IA, perdendo um pouco de produtividade que a IA dá. Talvez gastando mais tempo do que fazer à mão? Alguns dizem que sim, cerca de 30%. Daí vem correntes que dizem que é melhor deixar a IA cuidar de tudo.

Mas o que vejo nas empresas com as quais tive contato, geralmente pequenas, preferem que seus programadores fiquem lá pra uma eventualidade, mas código é com IA. Tudo tem fluído muito rápido.

Se este for o cenário, deixar tudo com a IA, parece menos racional adotar o Grails e qualquer outro framework com comunidade pequena.

Por outro lado, eu conversando com a IA (não lembro qual), mas aquela IA disse que era o contrário. Que o Grails tem se mostrado o “Graal” para trabalho com IA, e no release do Groovy 6 mostra que estão melhorando a linguagem para trabalhar com IA.

Então, quem sabe, o Grails possa voltar à sua era dourada por conta disso. Talvez, permaneça meramente como uma opção.

Gostaria que o Grails fosse popular novamente, pois, acho prazeroso trabalhar com ele. Mas, quem sabe? Será que ainda há tempo de o Grails crescer na era da IA?

Bom, isto se aplicaria a qualquer framework, linguagem de programação ou mesmo sistemas operacionais, né? Se IA gera tudo, faz diferença pro usuário final em que aquilo está implementado? (e esta pergunta se aplica mesmo à época em que não tínhamos estas IAs)

Se IAs começam a gerar, por exemplo, código em linguaem de máquina,direto então. Outro passo além.

Mas a questão é: pro usuário final tanto faz em que algo é implementado, mas para as empresas e stakeholders, a situação é outra.

(talvez seja a mesma pergunta, mas de outra forma diferente: “pra que tantas linguagens de programação?”)

Acho que na prática é uma questão de engenharia acima de tudo agora: a vantagem que vejo no Grails REAL é o aspecto qualidades do framework.

  • Grails é na prática focado em modelos: a nossa fonte da verdade são as classes de domínio que são nossa fonte da verdade.
  • O ecossistema ao redor que compensa: muitos anos atrás eu tinha duas alternativas que eram o Ruby on Rails ou o Grails. O que me fez ir pro Grails foi o fato deste ser baseado em bibliotecas e frameworks que já haviam se provado na época (Hibernate vs Active Record, por exemplo).
  • O fato de estar tudo ali e expansível a partir de si mesmo: você criar plugins pro Grails como aplicações Grails é fantástico.

Acho que não muda muito com IAs e nós vamos precisar ver ainda até onde elas vão. Neste momento chegaram num patamar que é realmente incrível, mas ainda assim precisam de nós, desenvolvedores, pra manter e guiar a coisa.

Talvez não seja o fim de fato ou tenhamos chegado ao fim, pois se assim fosse, nada justificaria o esforço imenso que a equipe por trás do framework tem tido e os avanços que tem realizado.

O que EU acho agora: o que FINALMENTE acabou foi a mentalidade “CRUD first and CRUD only”. Quem via desta forma agora tá fora. E aqui o scaffolding do Grails junto com IA é matador.