Acho que não emplacou no Brasil
07/07/2014 04:48
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Amigos,

Grails é uma tecnologia que amo e realmente acho sensacional, muito produtiva, prazerosa de se trabalhar, etc, etc, etc... Este post não é uma critica a tecnologia, absolutamente.

Mas hoje acho que é uma tecnologia que realmente não emplacou no Brasil. Mesmo tendo cases como o Mercado Livre e Pão de Açúcar, a indústria de TI aqui parece não ter apostado no Grails.

Vejamos alguns números com pesquisas feitas agora:

I. Resultados de empregos por "grails" no indeed (agregador em TODOS os site de busca, menos APInfo): 7 resultados em todo o Brasil, sendo vários repetidos

II. Resultados de empregos por "grails" no apinfo: 7 resultados em todo o Brasil

III. Busca por "grails" no stackoverflow em português: 5 perguntas

IV. Busca por "grails" no guj.com.br: 2.200 resultados. Parece muito, mas Rails, PHP e C++, que têm menos a ver com "GUJ" têm, respectivamente, 116.000, 166.000 e 12.400 resultados

V. O Grails Brasil existe desde 2008 e ainda não chegou a 2000 membros. O Stackoverflow em português existe há poucos meses e já passa dos 9500 membros.

Fora fatos qualitativos, como o fato de haver eventos específicos para outras tecnologias, como Rails, Javascript e Node.JS, mas não haver para Grails. Sequer há "trilhas" para Grails em eventos.

O que será que faltou? Qual a opinião de vocês? A especificação "oficial" JEE ficou tão fácil de usar que não houve mais a necessidade de adotar um "framework não oficial"?
Tags: grails, empregabilidade


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Olá José!

Assim, eu utilizo grails na minha empresa, concordo não é um boom como o rails ou php, mas acredito que uma justificativa é que a maioria dos programadores tem muita resistência a experimentar novas tecnologias.

Também defendo que cada tecnologia tem sua aplicação, eu utilizo php até hoje para pequenos projetos.

Minha experiência foi positiva, independente dos números. Se mais gente experimentasse talvez as estatísticas seriam outras.


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Oi Yoshiriro,

entram alguns pontos aqui, e acho que posso dar minha opinião pois presto consultoria na área.

Primeiro, sugiro que você leia este post que escrevi: http://www.itexto.net/devkico/?p=1799

Na realidade é bastante usado aqui no Brasil, a diferença fundamental é a ausência de hype que, sinceramente, acredito ser hoje, aqui no país, a principal vantagem da plataforma. Quando começou viamos Grails ser usado a torto e adireito em tudo quanto é lugar e, em diversos casos, em situações completamente equivocadas (já vi tentativas de sistema em tempo real, por exemplo).

Sobre busca em sites de empregos, não é uma boa metodologia, pois é muito comum a empresa pedir programadores JSF, etc e, internamente, ter desenvolvimento feito em Grails. As pessoas são treinadas internamente dentro da empresa (vejo muito isto ocorrer). Em Belo Horizonte, pelo menos, vejo inúmeros casos. Lembre-se: uma coisa é o que nos vende a mídia, outra o que realmente ocorre dentro das empresas.

Onde eu, diretamente, já vi Groovy e Grails ser aplicado:

* Comércio eletrônico (MUITO). Por que não aparece na mídia? Por que a empresa não acha interessante divulgar o que usa. Aliás, leia o post que citei no início.
* Sistemas internos (DEMAIS). Já desenvolvi muito sistema corporativo interno em Grails e também ajudei um número muito maior de pessoas por todo o país.
* ERPs. Há ERPs completos sendo desenvolvidos no país neste momento que já dei consultoria.
* Indústria: já vi alguns controles industriais em Grails
* Business Inteligence. Bastante também.
* CRMs. Vejo algumas agências de publicidade

O fato é que as pessoas não saem por aí gritando aos quatro ventos: "uso Grails", "uso PHP", "uso bolinha". E, aliás, se você observar bem Yoshiriro, vai ver que quem faz este tipo de alarde normalmente é moleque deslumbrado e inconsequente, que vende tecnologia como panacéia.

Talvez uma boa métrica seja o número de downloads do Grails. Talvez no site possa expor o número de downloads por país. Nâo custa nada ir lá dar uma olhada né?

Sobre a comparação Grails Brasil com StackOverflow: neste caso você conseguiu ser completamente equivocado. Stack Overflow é geral, vai ser relacionado a todas as tecnologias de desenvolvimento, e não apenas Groovy e Grails. Então nada mais natural que o número de usuários aqui seja inferior.

O que pode ser feito eu te respondo de cara: neste país provávelmente sou a única pessoa que coloca a mão no bolso para divulgar. Reparou que estou publicando uma newsletter chamada "Semana Groovy"? Por que não me ajuda a divulgar ou me mandar material? Aliás, por que as pessoas não ajudam a divulgar o Grails Brasil também que, querendo ou não, é o ponto de encontro aqui no país?

Outras iniciativas estão surgindo também: estão sendo criados alguns meetups. Vai ter em São Paulo agora, e também já estou preparando para Belo Horizonte (e logo logo, no Rio de Janeiro também).

E, nos próximos meses sai meu livro sobre Groovy e Grails que vai ser inclusive bastante superior ao que é publicado no exterior. Este acredito que vai ser um puta boom. Por que demorou tanto para sair este livro? Simples: por que não escrevo merda, e todo livro que escrevo requer uma pesquisa brutal.

E há também o canal que criei no YouTube em que posto alguns vídeos. http://www.youtube.com/kicolobo. Já deu uma olhada?

E ei: tem o meu blog também, já viu? http://devkico.itexto.com.br - tem inclusive duas seções lá: Guia Grails e Guia Grails em Vídeo.

Ah? E o que eu ganho da Pivotal com isto? Financeiramente, nada: os caras sequer respondem meus e-mails. Faço isto porque é uma tecnologia que eu gosto e, no contato com outros programadores, acabo aprendendo horrores e me desenvolvendo nisto.

E digo mais: logo no início do Grails Brasil tinha inclusive um ou outro BABACA (e a palavra é esta mesmo) que, ao invés de contribuir, tentava COMPETIR. Ridículo. Postura absolutamente ridícula, por que eu sequer sabia que estava competindo. Estes BABACAS atrapalharam muito a coisa.

Resumindo: o que pode ser feito pra ajudar? Eu sou uma única pessoa e faço tudo isto. Imagine duas, três, quatro. Interessante né? Mostra bastante bem a mentalidade corrente aqui.

Trabalhei em uma empresa alguns anos atrás em que o dono me soltou a frase: "engraçado né? Grails não pegou no Brasil...". Minha resposta foi imediata: e você, o que fez pra ajudar além de simplesmente usar e consumir o trabalho dos outros sem sequer pensar em divulgar?


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Aliás, quer saber algo bacana pra ajudar?

Lá vai: que tal ajudar a divulgar quem já faz isto? Não precisa por a mão no bolso ou perder o tempo escrevendo posts em blogs.

Um RT, um like em um vídeo, um compartilhamento no Facebook, um assinar de newsletter. Coisas simples. Se houvesse mais gente divulgando e menos gente com papinho derrotista a coisa seria outra.



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Olá.

Kiko, sobre a afirmação de que o Grails "é bastante usado aqui no Brasil" ainda discordo e baseado em números, como postei antes. Você dizer "EU" conheço muita gente que usa não é um dado bom. Você é só uma pessoa, mesmo sendo consultor. E sugiro que conte mesmo, de fato, quantos, precisamente conhece que usam Grails? Se for 50, ainda assim imagino que não chega a ser 0,5% do total no Brasil. 50 empresas de TI há só em 1 quarteirão da Av. Paulista.

E ainda acho, sinceramente, que os sites de empregos refletiriam se o uso fosse pelo menos médio. Quando os recrutadores cadastram as vagas, costumam colocar todo o tipo de tecnologia possível na descrição.

Outro número: quantos cursos de Grails existem no Brasil? Acho que nenhum, sequer online.
Outro número: editais de concurso público pedindo groovy/grails? Não achei NENHUM.

Sobre o "programador invisível", já tinha lido e concordo com o texto, mas definitivamente não acredito que o texto de se aplique ao Grails.

Mesmo nos EUA o uso é mínimo. Um ex-chefe meu foi pro Vale do Silício várias vezes ano passado e este e disse que muitos só ouviram falar de Grails mas que havia uma grande resistência em seu uso. Inclusive se usar o http://indeed.com/jobtrends vai ver que mesmo em nível global o Grails é bem pouco cotado.

Kiko, você insiste muito nessa história de "hype". Concordo que isso existe, e muito, mas sendo por efeito de hype ou não, ainda acho que o Grails não emplacou aqui no Brasil. Não estou dizendo que NINGUÉM usa, e sim que o uso é muitíssimo abaixo do que o framework, digamos, "merecia". Eu acho que o uso é bem, bem menor do que o que você acredita que ele tenha. Você deve conhecer ~80% das empresas que usam no Brasil, afinal é as a referência nacional no assunto. Veja que estou falando aqui de números e não de "é ou não hype".

De minha parte, eu dou RT em muitas notícias sobre Groovy/Grails (veja em meu TW), já dei palestra sobre o tema, incentivei o uso e implementei um projeto com Groovy onde trabalhei, participei da maratona Hacker usando Grails, abri cursos de Grails onde morava até ano passado (sem procura de alunos, por sinal), etc... Acho que tenho feito minha parte na divulgação dele.

Quanto a comparação com o stackoverflow pt: Ora, em menos de 6 meses ele tem quase 5x montante de usuários do grailsbrasil de 6 anos de vida. Fazendo as devidas comparações matemáticas, vê-se que a proporção de "usuários grails" é uma porcentagem muitíssimo pequena do total. Lembre que estou falando aqui de números e não "hype ou não hype".

Resumindo:
- Eu AMO Grails e o usaria em projetos pessoais, sem dúvida. Acho que é uma bala "banhada" na prata, como o Kiko escreveu outro dia
- Tirei a venda da paixão e conclui, baseado em números e não apenas no que eu vejo ou penso, que seu uso é extremamente restrito no Brasil, ou seja, não emplacou aqui
- Por mais que os poucos projetos (não adianta insistir, são POUCOS, sim) onde foram adotados sejam de qualidade, mas continuam sendo POUCOS, muito poucos
- A quantidade de empresas que o adotou possivelmente cabe em 1 quarteirão da av. Paulista
- Uma pessoa que, hipoteticamente, SÓ sabe Grails, mesmo que o conheça muito bem, tem extrema dificuldade em conseguir emprego. O mesmo não ocorre com uma pessoa que SÓ sabe Rails e PHP, por exemplo
- Não levantei aqui a questão se o Grails emplacou ou não no Brasil, em termos quantitativos (já sei que não foi uma tecnologia "hype", já sei). Para mim isso é incontestável (que não emplacou). Apenas levantei um questionamento sobre os motivos disso.


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Kiko, lembra do seu texto "microsoft, ninguém liga"? Só troque o "Microsoft" lá por Grails. E agora, que vê?


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Oi Yoshiriro,

o que você diz se aplica a práticamente qualquer framework voltado à plataforma Java EE hoje que não seja o Spring. E comparado com estes outros frameworks, acaba que Grails se sai bastante bem.

Sobre editais de concurso público relacionado a frameworks Java, talvez você encontre, sem ser JSF, no máximo Struts. Não é problema do Grails, apesar de que, sinto muito, tenho de falar: sei de diversas prefeituras que usam Grails assim como faculdades e órgãos públicos. Se quiser, te passo os nomes em off.

Sobre o Stack Overflow: de novo continuo discordando. O Stack Overflow tem uma gama de tecnologias gigantescas. Grails é apenas um framework dentro de uma plataforma que possuí diversos. Sempre vai ser minoria. Não tem como evitar isto.

Sobre cursos: em breve estou lançando um junto com o meu livro. Além disto, anos atrás eu gravei um para a DevMedia, sobre Grails 1.0 ainda. E já vi também alguns cursos sendo ministrados em Belo Horizonte por algumas empresas. Aliás, eu já ministrei de forma independente estes cursos também e você acaba de mencionar outros. Além disto, posso também citar diversas outras pessoas que também oferecem cursos pelo Brasil. Aliás, você não fez uma busca no Google recente, fez?

Sobre a menção ao meu texto sobre a Microsoft: não se aplica. Basta ver que a quantidade de downloads por ano aumenta bastante. Tanto do Groovy quanto do Grails. Já deu uma olhada na grade de palestras das últimas palestras dos eventos Oracle sobre Java? Groovy e Grails crescendo a cada ano, idem relacionado ao GR8Conf. Msa é o tal negócio: não vai ser tão popular quanto um JSF da vida nunca, pelas razões que te mostrei.


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Então, do ponto de vista dos números, acho que a afirmação do José Yoshiriro está correta, o Grails não "pegou" no Brasil, da forma como outros frameworks. Isto no simples aspecto de virar "buzzword", isto é, jargão usado por RH ou outros responsáveis por recrutamento e por anunciar vagas. Sem levar em consideração que às vezes a vaga até pode ser para Grails, mas isso não é anunciado, já que a curva de aprendizado é tão baixa que não vale a pena detalhar na descrição e acabar excluindo bons programadores que não responderiam ao anúncio.

No entanto, qual é a relevância do framework "pegar" ou "não pegar" no Brasil? O que importa é que ele está aí disponível, para quem quiser usar, com uma comunidade firme e forte no mundo. Quem acompanha de perto a evolução sabe que o projeto é muito ativo, com pessoas E empresas engajadas no desenvolvimento, o que é crucial para a saúde e confiabilidade de um projeto open source ao longo prazo.

E não é só o Grails, todo o ecossistema em volta do Groovy é muito ativo e conta com excelentes ferramentas, basta procurar se informar.

Como só posso falar mesmo da minha experiência pessoal, todas as pessoas que eu conheço que usam Groovy/Grails foram apresentadas à esta tecnologia por mim. Eu usei Grails para desenvolver uma plataforma para uma startup minha, onde eu podia escolher o que achasse melhor.

Nas empresas onde trabalhei, já construí sistemas internos, pequenos. Groovy eu utilizo bastante também, é o meu canivete suiço, principalmente para construir scripts e para processamento de jobs em batch.

Dito isto, não me afetará em nada se o Grails passasse a ser um hype, ou se (bate na madeira) sumisse amanhã. Talvez afetasse se eu tivesse por objetivo ter "programador Grails" como job description. Mas isso é tão errado na essência que não faz sentido discutir. Eu nem me considero "desenvolvedor Java". Sou um desenvolvedor, que por força das circunstâncias, acaba se dedicando mais ao Java. Mas não me agrada a ideia de ter uma tecnologia atachada ao meu perfil por default.

Lembrando que Grails não está sozinho, tem outros frameworks e linguagens bacanas como Play! e Scala, que também tem potencial para ser mais utilizadas do que são no Brasil. Acredito que tenha muito a ver com o perfil do mercado, isso inclui empresas e profissionais Java no Brasil, mas não vou especular sobre esse assunto.

[]'s
07/07/2014 17:26


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Oi Uilian,

também vejo a coisa muito do seu ponto de vista. Alguns anos atrás inclusive escrevi sobre isto: http://www.itexto.net/devkico/?p=948

Na minha opinião, o que camufla muito o uso do Grails no Brasil é o fato de que as empresas não postam vagas focadas em Grails, mas em Java. E quando o sujeito entra, acaba conhecendo melhor o framework e todo o ecossistema Groovy que acaba transparecendo.

Isto é muito ruim do ponto de vista de quem pode tomar decisões executivas e não sabe nada de tecnologia, pois entra o argumento de que "ninguém usa isto", etc.

Mas exatamente como você disse, observando as palestras que rolam nos eventos Java mundiais o número de palestras sobre o assunto (ecossistema Groovy pra ser mais preciso) aumenta cada vez mais.

Aliás, na Semana Groovy #5 inclui um link para uma apresentação justamente sobre o ecossistema Groovy.


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Olá, Kiko.

Pode me falar em off 100 nomes? 100 empresas ainda são 1 quarteirão da Paulista ^^'. 200? Talvez 1,5 ou 2 quarteirões... Mas ainda tem toda a avenida, a região da Faria Lima, Alphaville, etc.

"Não é problema do Grails" sei que não é. Aliás, por seu méritos, deveria estar entre os "top" usados. Foi justamente essa pergunta que levantei aqui: Se sendo tão ótimo, porque não emplacou? Desculpe a insistência em dizer que não emplacou, mas os números não me permitem afirmar outra coisa.

Quanto a Stackoverflow, não se trata de ser minoria, o que seria óbvio, mas do tamanho dessa minoria. Ora, atualmente há 6.387 perguntas lá, sendo 4 sobre Grails. São ~0,0006% do total. VRaptor, o tupiniquim, possui 11, ou seja, praticamente o triplo. Você considera então que VRaptor emplacou no Brasil?

Veja que você insiste em citar números SEUS, em sua região. Eu cito números nacionais e até internacionais.

Segundo seu raciocínio então que usa Grails se esconde, não publica vaga ou se publica não fala no Grails, não faz curso... Estranho, imo.

Quanto ao crescimento no Groovy/Grails nos eventos que citou, note que não são no Brasil. O post é sobre ter emplacado no Brasil.

E meu conceito de "emplacado" é ter uma massa significativa de usuários. Sei que nunca teria o uso de JSF, mas ter menos de 1% (chute meu, porém ainda acho otimista) de adoção no mercado nacional, na minha opinião é não ter emplacado.

Uma das hipóteses, é o famoso "hype" que outros tiveram e o Grails não. Quais seriam as outras?


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Uilian, interessante teu questionamento: "No entanto, qual é a relevância do framework "pegar" ou "não pegar" no Brasil?"

Lembra do JBoss Seam? Ele até que "pegou" mais que o Grails, mas foi "caindo a pegada" até que a JBoss na prática descontinuou o projeto. Já pensou se a Pivotal/SpringSource faz o mesmo com Grails?

Mas não era esse meu objetivo qui no post e sim apenas levantar opiniões sobre a pequenina, minúscula adoção do Grails no Brasil.


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Yoshiriro,

no caso do Grails no Stack Overflow, o número de perguntas lá vai ser reduzido por que as pessoas na realidade acabam caindo no Grails Brasil antes de ir pra lá. Esta é a razão. É simples demais. Observando os acessos do Grails Brasil mesmo, isto fica bem claro. O número de perguntas aqui caiu com o tempo por que quase todas as fundamentais já foram feitas e estão aqui.

Sobre número de empresas, repito: o mesmo pode ser dito para qualquer framework Java. Este é o problema.

E sobre o conceito de emplacar: até aonde estou vendo, está bastante subjetivo. Não seria melhor chegarmos a um conceito sobre o que é emplacar para, em seguida, poder falar melhor se emplacou ou não?

Não estou dizendo que as pessoas escondem o fato de usarem ou não Grails. O que estou querendo dizer é que (achei que tivesse sido claro) ocorre demais a situação que mencionei acima.

Com relação à porcentagem de 1%, é preciso saber em que escopo. Entre programadores Java? Neste caso possívelmente vai girar por aí, ou mesmo ser um pouco maior, teria de fazer uma pesquisa. Se for global, com certeza vai ser bem inferior a 1%, tal como ocorre com 99% dos frameworks Java.

Sobre eventos nacionais: cara, na boa. Vou te ser bem honesto. Estou totalmente desiludido com relação a estes. A impressão que tenho atualmente é que estou passeando entre "YouTuber gamers". Só vejo moleque e muito, muito hype. O problema neste caso é bem pior. (o que não quer dizer que desisti da coisa, pelo contrário)

Agora, falar dos eventos no exterior acaba trazendo um reflexo direto para o Brasil, aonde somos profundamente influenciados por tudo o que rola lá fora. Por isto os citei, saca?

O que me diz de começarmos uma pesquisa?


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E sobre a "minha região".

Yoshiriro: a menor parte das pessoas com que lido são de Belo Horizonte e MG. Estão espalhadas pelo país inteiro, razão pela qual acredito que possa falar alguma coisa a respeito. Daí a você acreditar ou não, fica por sua conta, mas se quiser, em pvt podemos falar melhor a respeito. O que me diz?


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Sobre o stackoverflow pt, também há comunidade específicas sobre Node.js, Vraptor, C++, Scala, PHP, etc e todos com bem mais postagens nele do que sobre Grails. Enfim, estou convencido do meu argumento quanto a este site.

"Sobre número de empresas, repito: o mesmo pode ser dito para qualquer framework Java."
"Se for global, com certeza vai ser bem inferior a 1%, tal como ocorre com 99% dos frameworks Java."
Então, kiko. Não estou falando aqui dos outros fws e sim do Grails. Se nenhum emplacou, não é o que estou discutindo aqui. Eu acho o Grails o mais produtivo e completo fw para JEE. Logo, na minha opinião ele deveria estar com números superiores aos outros fw. Se não está, por que não? Porque está "igual a 99%" dos demais? Entendeu agora o meu questionamento?



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Oi Yoshiriro,

sim: é exatamente o que estou querendo dizer. No caso de frameworks Java, acho muito difícil nós conseguirmos falar algo como "framework x ou y emplacou".

(eu já tinha entendido o seu argumento lá no primeiro post, estou apenas tentando extrair mais dele pois as nossas discussões normalmente são muito boas! :) )

Acho que nós poderíamos começar a pensar em uma abordagem para entender como um framework emplaca ou não. O que precisamos ter melhor definido é o contexto na minha opinião.

Dentro do contexto "java", e estritamente Java, fica claro que nada se compara ao padrão que vêm no Java EE, mas e fora? Quais outros contextos poderíamos usar para poder entender se algo realmente pegou ou não? O que falta é um parâmetro melhor, um contexto melhor pra poder chegar no ponto, saca? Esta que eu acho a grande falha.

Há diversas tecnologias que adoro e que caem na mesma situação que o Grails,Play, etc. (daí aquele link que te mandei em pvt no Facebook relacionado a um projeto que deve sair nos próximos meses).


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O Rails não poderia ser este parâmetro?
07/07/2014 20:07


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Oi Dyego, acho que talvez fosse mais interessante pensar em uma categoria mais do que numa tecnologia específica, saca?

Talvez a categoria "frameworks full stack para desenvolvimento web"? Algo assim. O que acham?


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Então,

o contexto que coloquei foi o que expus em números (nível de Brasil):
- Quase nenhuma vaga com "grails" na descrição das vagas (nas quais os recrutadores não gostam de deixar passar nenhuma palavra)
- É ignorado em eventos de grande porte (TDC e afins)
- Não possui eventos próprios
- Nenhum curso atual (pesquisei novamente e não achei)
- Pouquíssimos resultados em sites como guj e stackoverflow pt, nos quais outras tecnologias afins apresentam muito mais resultados

Ou seja, coloquei os contextos comparado com todo o resto, mesmo "não Java" e com "Java" (quando citei a pesquisa no guj.com.br).

Então, acho melhor não "taparmos o sol com a peneira" e assumirmos que o Grails não emplacou aqui no Brasil e tentar entender os porquês.

A minha maior suspeita eu coloquei como pergunta no final do primeiro post: Não estaria a especificação oficial JEE tão simples que não vale a pena aprender um fw "não oficial" que usa até mesmo outra linguagem (no caso, a Groovy)?

Talvez os gestores/gerentes estejam pensando: "Beleza, com Grails eu faço em 1 mês... com JEE oficial (JSF+CDI+Prime) eu faço em 2... mas como 'todo mundo' usa a especificação, vou continuar com ela" Sei lá, só um chute aqui.


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Pois é: continuo discordando do contexto que você está usando Yoshiriro.

É a mesma coisa que ir no GUJ buscar por tópicos sobre PHP. Vai encontrar pouca coisa. Acho que é mais relacionado ao nicho de mercado no qual se aplica.

Sobre a facilidade da plataforma Java EE, tenho cá minhas dúvidas, pois pra web o que temos é basicamente ou JSP ou JSF (pensando na instalação padrão apenas). Então acaba que as outras alternativas se mostra mais interessantes nos quesitos produtividade, etc.

Sobre a dizer se emplacou ou não, sem uma boa contextualização não tem como poder dar uma resposta mais assertiva.

Sobre curso atual, tá pra sair agora. http://formacao.itexto.com.br (já estou trabalhando no conteúdo e tudo mais. Era pra ser surpresa, mas você me forçou a isto)

Sobre eventos, tenho uma boa notícia: estamos iniciando algumas iniciativas neste sentido no próximo mês.


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"É a mesma coisa que ir no GUJ buscar por tópicos sobre PHP. Vai encontrar pouca coisa."

Repetindo o que estava no meu primeiro post:
"IV. Busca por "grails" no guj.com.br: 2.200 resultados. Parece muito, mas Rails, PHP e C++, que têm menos a ver com "GUJ" têm, respectivamente, 116.000, 166.000 e 12.400 resultados"

166.000 é muito mais que 2.200 e considerando que há várias comunidades online específicas de PHP, acho que é um resultado pertinente no sentido de considerar que Grails não emplacou, dentro da minha linha de raciocínio.

Enfim, acho que estamos gastando energia a toa no debate se emplacou ou não, pois os números "públicos", que são dados objetivos, estão claramente a favor do "não emplacou". Veja que ninguém aqui apresentou números contrários. Apenas tentou-se desprestigiar o valor dos apresentados, dizendo estarem "fora de contexto" ou então falou-se informações pontuais e subjetivas do tipo "EU conheço X empresas que usam". Insisto que o debate mais produtivo aqui seria os motivos da adoção tão pequena do Grails aqui no Brasil.

A especificação JEE já não é mais tão complexa? Pouca literatura em português? Praticamente Zero cursos, palestras, eventos? O fato de usar outra linguagem (Groovy) "assusta" gestores/gerentes?

Parabéns pelo curso que você está montando e desejo sucesso, Kiko. Mas isso não significa que o fw está emplacando e sim que você se dispôs a montar o então único curso atual do gênero no Brasil.


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Oi José Yoshiriro,

bom, não vou de novo explicar para você que uma contextualização melhor seria algo categórico: categoria de frameworks Java, frameworks full stack, etc. Já expus aqui este argumento.

Não é tapar o sol com a peneira também como você menciona, mas sim realmente tentar entender o fenômeno. Que Grails não seria o framework mais popular de todos os tempos, já sabíamos disto no momento em que foi lançado. Basta se lembrar de como eram as coisas em 2008 né?

Sobre você dizer que meus números são subjetivos, bom: infelizmente não posso abri-los neste momento por que não seria correto, concorda? Se quiser acreditar em mim ou não, a melhor sugestão que te dou é procurar outras pessoas que trabalham com isto também e ir perguntando uma a uma, ou então, quem sabe, iniciar uma pesquisa maior ou algo assim.

Então você acredita no que quiser. Tentei aqui com você entender o que seria o tal do "emplacar" justamente para sair do subjetivo. Você saiu? Não. Te mostrei problemas com as suas abordagens. Tudo bem que no caso do GUJ eu possa ter vacilado, mas isto de modo algum invalida meu argumento.

E como te mostrei, é um fenômeno também mais geral: haja visto o que ocorre com os demais frameworks Java, o que leva inclusive à discussão se existirão frameworks Java no futuro.

As razões pelas quais um framework, qualquer que seja, não ser escolhido por uma empresa, estamos carecas de saber. O fato de não ser o "padrão da plataforma", no caso do Grails e Play, o fato de ser outra linguagem, etc.

E te digo mais: na minha opinião, não há realmente este papo de Grails emplacar ou não, por que quando você observa de um ponto de vista mais distante, percebe que na realidade está lidando com um ecossistema diferente que seria o ecossistema Groovy (com algumas pitadas do Spring) pra ser mais exato.

Triste em ver que você não abre mão pra gente poder chegar a algo melhor juntos nesta discussão Yoshiriro. Estando interessado, a gente trabalha junto em um argumento superior, ok?


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Pessoal,
Independente do "emplacou" ou não, perguntolhes: está crescendo por aqui? para mim, isto ja seria uma boa métrica.
08/07/2014 12:40


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Oi Dyego,

na realidade há um crescimento aqui que sempre foi constante. Dá pra perceber isto por algumas estatísticas do próprio Grails Brasil e o número de membros que são cadastrados aqui mensalmente.

Vamos a alguns números interessantes: mensalmente entram aqui algo em torno de uns 15 a 30 novos membros. O que isto significa: cada novo membro, não necessáriamente irá postar conteúdo, mas sim buscar ajuda no fórum. Destes, poucos chegam a postar realmente pergutnas. Muitos simplesmente se cadastram para poder acessar algumas features do forum como votos ou coisa assim. No final temos 1957 membros cadastrados HOJE, com perspectiva de atingir a meta de 2000 nos próximos três meses. Detalhe: este número nunca aumentou ou diminuiu, sempre se manteve basicamente o mesmo durante todo este período, o que é um bom sinal: não mostra decadência.

Iniciativas: estou recebendo algumas propostas de iniciativas recentes. Uma delas foi o início de alguns meetups pelo país. Já há um movimento em São Paulo e vou tentar aqui em Belo Horizonte (aonde a comunidade é menor).

Newsletter: com base nos acessos do meu blog quando publico a newsletter, vejo um crescimento significativo de interesse nestas publicações. A cada newsletter lançada, aumenta bastante o número de acessos a estes posts.

Acessos ao Grails Brasil: é interessante isto. Os acessos ao Grails Brasil ocorrem em sua esmagadora maioria durante o seguinte horário: entre 8:00 AM à 17:00 AM. Horário comercial, o que mostra que há pessoas usando Grails em produção sim. Quantos acessos por dia depende muito de qual contador você vai usar, mas na média vêm aumentando ao longo dos anos.

Pageviews variam entre uns 4000 a 5000 dia. Estes são dados do Grails Brasil usando como base o log de ping nas páginas do servidor que me diz qual IP acessou qual URL.

É interessante que não há apenas o Grails Brasil (esta página) como comunidades, mas vejo algumas outras florescerem também. Destaque para a página no Facebook, que vêm crescendo bastante (apesar de que, comunidades no Facebook raríssimas vezes crescem muito). Lá tem uns 140 membros se não me engano. Outra comunidade interessante é o GrailsInRio, que basicamente é um grupo por e-mail. Tem também a Grails Brasil no Google+. Detalhe, não fui eu quem criou estas duas outras comunidades, elas surgiram naturlamente vindas de outros usuários.

Então, há crescimento? Sim, há, mas é importante salientar que ele sempre vai ser variável de acordo com o momento. Há alguns booms de vez em quando por aqui, normalmente relacionados a algum grande lançamento. Acredito que o próximo destes eventos será o lançamento do Grails 3.0 que, por tirar proveito do Spring Boot como base, vai ser simplesmente fenomenal.

Há também as minhas novas iniciativas (que só as lançaria se visse futuro nelas, digo de passagem). Estou para lançar uma empresa nova focada em Groovy, Grails, Spring e algumas outras tecnologias, chamada Formação itexto. Deve se tornar pública quando sair o próximo livro (outra iniciativa), também sobre Groovy e Grails.

E ah... sabe este livro sobre Groovy e Grails? Sabem qual foi o principal motor que impulsionou a escrita? Uma crescente demanda lá na Casa do Código de pessoas pedindo por esta publicação. Reparem: não foram pedidos a mim, mas sim à editora, o que mostra um crescente interesse de novo.

Agora, meu ponto é este conceito de emplacar. Se for como o Yoshiriro tá falando, realmente, não vai emplacar, assim como nenhuma outra plataforma que não seja mainstream (PHP, JSF, Java Servlets, JSP). O que percebo é que a abordagem de sucesso neste caso precisa ser outra por ser outra plataforma. Este é o principal ponto.

Quando você vai saber se Grails está caindo em desuso por aqui. Quando o número de usuários por mês no Grails Brasil cair enormemente, ou mesmo não ter usuários se cadastrando. Aí sim é um sinal de desuso e todo este papo FUD pode ter algum valor.


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Olá,

Kiko, não disse que seus números eram subjetivos. Quanto usei o termo "subjetivo" você ainda não tinha divulgado números. Depois é que você usou alguns do grailsbrasil ;)

Os números que você postou do GrailsBrasil eu acho muito tímidos. Em 6 anos ainda não ter 2000 membros acho muito pouco. E 5000 pageviews por dia dá menos de 209 pvs/hora e 4 pvs/minuto, o que também acho muito muito tímido. E esses são os valores máximos que você disse. Seria interessante você dizer quanto visitantes únicos o site tem.

Quanto aos sites de busca de emprego, eu tenho um alerta de email de "grails" no meu cadastro no indeed. Houve uma época em que havia uma constante entre 10 e 30 vagas no Brasil com "grails" entre as palavras chave. Hoje não chega a 10. Para mim isso são números relevantes. No Apinfo também costumavam vir mais resultados com "grails" do que os de hoje.

E ainda insisto na quase ausência de cursos atuais, online e principalmente presenciais de Grails. Isso é um número relevante no debate aqui, na minha opinião. Pesquise, por exemplo, por cursos de Django e haverá um número muito maior de cursos atuais. Ou o Django é "hype" também?

Por fim, vai mais um resumo do meu raciocínio:
- Não estou dizendo "ninguém usa" Grails no Brasil, mas o "quase ninguém" está bem provável
- O "quase ninguém usa" também se aplica a 99% dos fws? A questão então é: por que o Grails continuou sendo apenas "yet another framework" em termos de adoção sendo um produto tão bom (eu realmente acho que excelente ao cubo!)

E uma analogia:
Para mim o Grails é como um carro que foi lançado há anos que tem muitos itens de série, tanto para conforto como para segurança, é muitíssimo econômico, baixíssimo custo de manutenção, seguro de valor baixo, pode ser comprado a 0% de juros mesmo com pequena entrada, ótimo espaço interno, melhor potência e 0 a 100 da categoria, compradores mais satisfeitos, etc... Mas, com inexplicáveis menos de 1% das vendas dos carros da mesma categoria.


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Vou me juntar a discussão, pra ver se podemos chegar a um consenso, ou algo produtivo à comunidade.

Para mim o Grails é como um carro que foi lançado há anos que tem muitos itens de série, tanto para conforto como para segurança, é muitíssimo econômico, baixíssimo custo de manutenção, seguro de valor baixo, pode ser comprado a 0% de juros mesmo com pequena entrada, ótimo espaço interno, melhor potência e 0 a 100 da categoria, compradores mais satisfeitos, etc... Mas, com inexplicáveis menos de 1% das vendas dos carros da mesma categoria.

Por um simples motivo: marketing. O marketing das concorrentes é melhor.

Voltando ao nosso Grails, falta divulgação, ao meu ver. Há um tempo, quando eu pesquisei sobre qual framework iria atender os meus requisitos, percebi que Rails e Play eram bem divulgados. Até falavam sobre Grails, mas não com a mesma profundidade que os demais.

Acredito que a Pivotal deveria ser mais agressiva nesse aspecto. O produto é excelente, mas falta ainda um pouco de divulgação.

Outro ponto que eu considero fundamental é a ausência de bibliografia em português. O primeiro livro do Fábio Akita, sobre Rails, foi lançado em 2007 (ou 2008, não tenho certeza, li no blog dele ontem). De lá pra cá, ele tem continuado firme na evangelização sobre Ruby e RoR.

O livro que o Kico tá lançando deve ajudar, bem como o formacao.itexto.com.br, são excelentes iniciativas.

Outro fato curioso é que fiz uma busca rápida no GUJ fórum. Diversos resultados falavam bem do Groovy/Grails e apontavam pra cá, mas eram poucos. Então, ao meu ver, nossa situação atual é: o produto é muito bom, mas não tá vendendo bem. O que falta? Maior divulgação, presença em eventos e coisas correlatas.

A comunidade Grails (não sei se devo me incluir nela, pois comecei meus estudos nela há muito pouco tempo) deve fazer um pouco mais de jabá.


PS: Qual o case do Mercado Livre?


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Oi Rodrigo,

bom: Mercado Livre é feito em... Grails (ao menos uma BOA parte).

E se não me engano, destes sites gigantes, o Viajar.com também.

E provávelmente um ou outro de e-commerce que você usa diáriamente (os do grupo Pão de Açucar todos são).

Na realidade, há um grande problema de marketing aí. Estes cases gigantescos de Groovy e Grails simplesmente não são explorados como deveriam. Aliás, as próprias empresas não divulgam isto, você descobre isto porque alguém entra em contato com você e conta. Pelo menos foi assim que cheguei nestes três cases monumentais que, inclusive, se fossem melhor divulgados, acabariam com um monte de mitos envolvendo a plataforma.


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Não fazia ideia, achei que fosse que nem o Asgard, da Netflix, trabalhando no backend.

Viu, é um case gigante que não é divulgado como deveria, pra ajudar a própria comunidade.


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É exatamente o que estou dizendo desde o início. O grande problema com Groovy e Grails é que são tecnologias extremamente usadas no país, mas como não há um público que divulgue isto (como nós fazemos aqui), muitas vezes cria-se a impressão de que não emplacaram no país.

O case do e-commerce, por exemplo, é de longe o mais impressionante que já vi. É simplesmente fantástica a performance, escalabilidade e robustêz que os caras conseguiram.

A partir do próximo mês (estou esperando a Copa passar para que as pessoas notem algo que não seja uma bola) começa uma nova rodada bem mais intensa e agressiva de divulgação destas tecnologias por minha parte e também de outras pessoas (algumas importantes) que estou contactando. E não é promessa: é compromisso.


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"Groovy e Grails é que são tecnologias extremamente usadas no país"
Ainda discordo do "extremamente usadas". Podem ser usadas com extremo sucesso, disso não duvido nem um pouco, mas não em alta quantidade. Acredito que se juntar todas as empresas que usam, não dá 150.

Agora acho que tocaram num ponto que deve ser o principal: O marketing. Veio a lembrança do JBoss Seam que teve uma propaganda muito bem feita e com seus eventos e cursos oficiais da RedHat Brasil vendou muito seu produto à empresas públicas e privadas.


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Um outro fator que influencia bastante na minha opinião é o público no qual um framework se populariza. Explico melhor.

Você pega, por exemplo, o caso do Node.js, Ruby on Rails e Django e observará que os primeiros a curtirem muito a plataforma é o pessoal que, de uma forma ou outra, está envolvido com agências de publicidade. As necessidades são criar um hotsite, algum blog, material publicitário, etc.

E estas pessoas percebem que, de repente, começam a produzir coisas de valor e MUITO, muito rápido. Como já estão no meio de comunicação, acabam topando com pessoas "comunicativas" (melhor palavra que encontrei) que são extremamente eficientes na divulgação de, bom: qualquer coisa (e é daí que vêm todo este meu papo envolvendo hype inclusive). Daí pra uma excelente divulgação, não é nem um passo, é um suspiro.

No caso do Grails, quem usa na maior parte são pessoas que estão ou no mercado corporativo ou industrial. E convenhamos: nós não somos bons comunicadores. Por mais que tentemos, não iremos chegar aos pés do cara da agência. O nosso nível de timidez é mais acentuado, e isto pesa horrores contra nós.


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"o caso do Node.js, Ruby on Rails e Django e observará que os primeiros a curtirem muito a plataforma é o pessoal que, de uma forma ou outra, está envolvido com agências de publicidade"
Informação interessante, mas, de onde tirou, Kiko?


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Diversas fontes.

* Currículos dos palestrantes em eventos. É extremamente comum encontrarmos uma referência ou outra.
* Contatos mesmo. Em conversas com o pessoal você fica sabendo destas coisas direto e reto.
* Muitos dos cases apresentados.

Eu não tenho uma fonte real, física deste fato, mas acredito que se fosse feita uma pesquisa, cairia aí direto. Sei que não devo levar em consideração o que ocorre apenas ao meu redor, mas aqui em Belo Horizonte vi diversas destas tecnologias ganharem notoriedade justamente a partir das agências de publicidade.

O que ocorre é que elas fornecem uma agilidade (a palavra é bem esta mesmo) que, para uma agência, é essencial. Quando as pessoas pensam em Grails, elas pensam em JVM, e se lembram do Java EE. Este é o problema.


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Aliás, um belo exemplo: Django surge em um jornal.


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Outra coisa que lembrei: Uma amostragem nada abrangente, mas vários amigos meus desses stacks Rails, PHP e Python relataram que acham o grails um "comedor de memória", lento para iniciar, lento para gerar versão (geração e upload do arquivo .war) e lento para fazer testes unitários e de integração.
De minha parte o último ponto é único que me incomoda. Esperar vários minutos para um simples teste unitário ou de integração realmente me estressa. E, dependendo dos plugins que se usa essa demora pode ser muito grande mesmo!
Será que a equipe do Grails está trabalhando nesse ponto?


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Oi Yoshiriro, este fator que você citou é real e, sinceramente, no caso do PHP é insolúvel por causa da própria natureza da linguagem. Idem Rails e Python.

No entanto, o que estes mesmos grupos percebem depois é o ganho desta "lentidão" inicial na performance, escalabilidade, robustes, etc do sistema resultante do Java EE. O problema é que aí já está em produção, e o que conta é o tempo de desenvolvimento pra maior parte dos desenvolvedores.

Com relação às soluções ao problema, a resposta é um SIM, a equipe do Grails está trabalhando nisto e nós já podemos ver alguns resultados.

* No Grails 2.0 a remodelação do console tinha exatamente este objetivo. Ao invés de termos o interactive mode do 1.x, que pouca gente usava, de cara nós já tinhamos o interactive mode, e com isto carregamento de classes, etc caiu bastante.
* Acho que foi no 2.1 ou 2.2 se não me engano que entrou o fork mode. Outro ponto que ajudou bastante a reduzir o tempo de execução.
* E agora vêm o Grails 3.0 que vai ter como base o Spring Boot. Acredito que esta vai ser a melhor versão do Grails de todos os tempos, pois o tempo de carregamento vai reduzir pra kcte, o consumo de memória cai bastante (estou usando aqui em um projeto o Spring Boot e digo a vocês, é lindo)

Sobre o problema de subir o war: de fato, subir 30 Mb pode ser um pesadelo. Pessoal do PHP muitas vezes sobe um arquivo de 1kb pro servidor. Mas mesmo para isto, há soluções interessantes de deploy. Sabem algo que na minha opinião foi o maior tiro no pé que a equipe do Grails deu até hoje? Ter tirado do roadmap o OSGi como modelo de componentização de plugins. Isto teria ajudado muito a resolver este problema, pois você só faria deploy do bundle (seria lindo).

Sobre os testes unitários, discordo neste ponto. Você pode executar só um teste se quiser, e o modo interativo corta muito do tempo de inicialização. Se for pra executar tudo, o ideal é usar o servidor de integração contínua (Jenkins, Hudson).

A mudança de paradigma nestes casos é o que pega, especialmente no caso do PHP. Não vamos negar, por mais que critiquem o pessoal do PHP, é uma comunidade EXTREMAMENTE pragmática, e o modo que tem de desenvolvimento é produtivo (eu sei que alguns gritam quando digo isto).

Sobre os plugins, o mesmíssimo problema rola em Rails. Não tem como fugir, entra aí um trabalho de conscientização dos desenvolvedores.


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Acho que o Rodrigo Herpich tocou no ponto fundamental: marketing.
Nesse ponto acho que um trabalho em universidades pode trazer um bom resultado, concordam?
Particularmente consideraria excelente algum evento tendo grails em pauta durante minha graduação, quase ninguém sequer sabe de sua existência por aqui (pelo menos até onde eu saiba).

Kico, você que o principal entusiasta de Grails por aqui, acha que seria viável uma participação em algum evento acadêmico?
09/07/2014 17:01


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Acho ultra viável Dyego.

Eu fui chamado para uns três ou quatro este ano, mas não pude ir por que estava preso em questões relativas ao meu trabalho atual. But... já estou liberando minha agenda para poder participar mais ativamente.

Além disto, tem também alguns outros eventos e meetups que devo falar a respeito nas próximas semanas por aqui (aliás, semana que vêm mesmo tem novidade).


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Ví algumas pessoas usarem o Grails em suas versões iniciais e desistirem pela lentidão, hoje falei com elas que está bem mais rápido, mas já haviam adotado outras tecnologias...

Na verdade, quando tento fazer um marketing, vejo que nem querem saber de java... o php, python e principalmente o C# está dominando a garotada e estes jovens serão os futuros gerentes decisores de TI...

Fui apresentado ao grails pelo meu orientador quando fui fazer o TCC e gamei, tenho pouca experiencia em grails, mas este post me animou a fazer uma palestra na faculdade...

e vou passar a escrever nos meu projetos "Desenvolvido em grails" com hiperlink. :-)
14/07/2014 17:54


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C#? Amigo, o que tenho visto no mercado aqui de Sampa (que é o maior do país) é o crescente desuso disso em favor de Java.

Php e Python concordo que têm tido uma uma grande adoção, bem maior que Grails, nem se compara. Claro, são ambos bem mais antigos e consolidados, o que é uma baita vantagem.


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Xnox, estranho a crítica à performance do Grails, pois este nunca foi um problema. É engraçado pensar nisto, mas o meu primeiro projeto em Grails foi feito em Grails e não Ruby on Rails (foi quando larguei Ruby on Rails em favor do Grails inclusive) justamente por causa da performance que era superior (era inclusive superior à dos meus projetos JSF na época).

Sobre C# concordo com o Yoshiriro. Aliás, .net como um todo que, conforme a Microsoft vai perdendo a relevância, deixa de ser adotado como plataforma.


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Kiko, acho que a "lentidão" a que o Xnox se refere é a lentidão de liberação após um "run-app" e de publicação do .war aliada ao fato de as primeiras versões de Grails pedirem para reiniciar a aplicação para a maioria dos tipos de mudança de código.
Esses tempos de espera, para quem era acostumado com RoR ou PHP eram o "fim do mundo" e de imediato criavam aversão ao uso do Grails para estes. Pelo menos foi o testemunho que ouvi de vários "rubistas" e "phpbistas".


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Oi Yoshiriro: ah sim, estes realmente :)

Sabem de uma coisa? Ta aí algo no qual talvez a gente possa fazer uma força tarefa no código fonte do próprio Grails para melhorar a situação. Alguém aqui anima encarar algo assim?

Pode ser uma experiência interessante conhecer melhor esta abordagem, entender como funciona por trás dos panos este startup, etc. Já fiz algo semelhante para um projeto que não deu certo, se chamava "Daft Lisp", que era uma "versão Grails do Clojure". É um projeto que tenho interesse inclusive de voltar a ver no futuro.



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