salario e trabalhos com grails?
02/05/2013 21:18
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Ola pessoal eu trabalho com java e tal, curti o groovy e grails e gostaria de saber +- a faixa salarial, dei uma googlada e vi salarios na faixa de 2.500 que é salario de junior java, o que voces tem pra falar desse assunto

Obg
Tags: grails, emprego,vaga


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Eu diria que não existe uma "faixa salarial Groovy/Grails" no mercado.
Vai depender demais do projeto ou empresa em que você for trabalhar o valor a ser acertado.

Aliás, eu digo ainda mais: depende muito mais do profissional do que do mercado este valor saca? Sabendo negociar, você consegue valores bem maiores. Mas no final das contas, não sei se vai ser Groovy e Grails que vão te garantir um valor assim. Aliás, não sei nem se seria Java também saca? Acho qeu depende muito mais do tesão que você coloca no trabalho: quanto maior, mais você se esforça pra aprender e, consequentemente, melhor vai ser a sua capacitação e portanto valor.


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entao perguntei por que realmente curti a plataforma para trabalhar, mais é inegavel que é facil.. então por que pagariam um salario parecido para alguém com mta experiencia em java por exemplo, que trabalha com as ferramentas de mercado. É essa dificuldade que complica, por que voce ganharia bem trabalhando com algo que qualquer um que sair da faculdade, aprende rapido etc.


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Pagariam um salário igual porque você seria igualmente bom de serviço uai.

Na realidade, eu observo um comportamento interessante do mercado: quando o sujeito é bom de serviço, mas bom mesmo, normlamente ele resolve as coisas em um quinto, um décimo do tempo. Parece fácil e o mercado desvaloriza. Vai entender né? Visto que o resolver rápido economiza no custo do cliente.

No caso, eu vejo coisa similar com Grails. Na realidade esta praticidade ("facilidade") que você vê e o povo comenta do framework é mais superficial do que aparenta. São problemas de integração basicamente que se tornam mais fáceis, uma API menos verbosa, mais simples e tal. Mas o que realmente importa, que são os problemas a serem resolvidos, ou seja, regra de negócios, desafios de performance, etc, estes são difíceis em qualquer plataforma de desenvolvimento.

Então, respondendo à sua pergunta novamnte, eles vão te pagar o mesmo tanto (ou mais (tendo para o mais inclusive)) por que você vai ser bom de serviço, não porque sabe Grails ou .net ou sei lá o que. Se formos parar pra pensar um pouco, talvez devessem pagar MENOS pra quem usa o arroz com feijão mesmo como ferramenta. A razão? Por que é um sujeito que vai levar mais tempo para resolver o mesmo problema, então me trás um custo no final das contas maior.


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tudo que voce falou faz sentido, mais na minha opiniao não é bem assim que funcionario e uma pessoa que realmente gosta de programar.

Qual sua opnião sobre o assunto ja que voce é mais experiente do que eu, ficaria feliz se opninasse sobre isso.

Se voce trabalhar em uma empresa e voce faz um codigo de qualidade com testes e tal e demora mais para codar, esta sempre se atualizando e tal etc...

e tem uma pessoa que so faz o feijao com arroz codigo de qualquer jeito e faz entre aspas o rapido de qualquer jeito" alta produtividade e é um grande baba ovo ele vai ser muito mais valorizado que alguém bom tecnicamente, ai se voce pegar java por exemplo, que tem um monte de frameworks, por exemplo voce pode passar mais de uma semana para resolver um problema complexo em um cluster ou memory lick em jobs etc.., nestes cenarios a pessoa "arroz feijao e baba ovo" fica evidente que ela se ferra comparado a um cara mais que se dedica mais tecnicamente por que ela não consegue resolver o problema, essa é a unica maneira de se destacar em comparação com pessoas que jogam "na babaçao de ovo"

ai voce pega algo como grails que elimina muitoo as dificuldades tecnicas por é muito mais simples,e NIVELA entre aspas quem é mais dedicado de quem não é. ou seja provalvelmente ou voce vai ter que trabalhar igual a um workaholic para entregar coisas em um quinto do tempo, ou vai ficar parecendo que voce tem menos produtividade que os workaholic que so faz o arroz feijao.

pelo menos esse eh um pouco da minha impressão os ALtos salarios de java que eu conheço, são por que resolvem os problemas em produção, porque acham os memory leaks etc ou seja que tem capacidade de resolver coisas dificeis.

Ai sem voce ter "grandes problemas" para que voce quer um cara senior? por que pagar caro por algo que qualquer um pode fazer "estou falando da maior parte do tempo que voce não tem problemas" na minha opnião o cara senior é o que principalmente o que resolve problemas , faz o codigo legivel, escreve testes etc. Não o cara que entrega em um quinto do tempo de qualquer jeito.

Claro que para uma empresa, não estou falando todas mas, a maioria o melhor é entregar mais nao importa como, e eu particularmente me decepciono mto com isso, por que a qualidade não é levada em conta apenas a produtividade.

Então vejo com o tempo o pessoal ficando mais velho e cada vez mais abandonando o lado tecnico e indo pro lado arroz feijão/babar ovo para subir, acho isso muito triste, qual sua opnião sobre isso?


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Poxa Bruno, interessantíssimo o seu lado.

O que você falou realmente acontece, e acontece muito. Mas aí é o tal negócio: minha opinião é que deve ser cada macaco no seu galho. Se o lugar é medíocre e o arroz com feijão já o mantém, e não há interesse em que a coisa melhore, é bobagem ficar por lá tentando melhorar as coisas. É dar murro em ponta de faca.

Eu vejo a coisa da seguinte maneira Bruno: computação É difícil e É frustrante. E você passa no mínimo 8 horas do seu dia trabalhando. O objetivo final da vida se você for olhar, é ser feliz. Se você não amar MUITO o que faz (especialmente se for TI), sua vida sempre vai ser mais difícil, frustrada e infeliz.

Mas quando você ama mesmo você acaba manifestando isto de alguma forma. E quando esta manifestação ocorre, normalmente sai dos muros da empresa que você está, por pior que esta seja. Você conversa com alguém do lado de fora, participa de fórums (como você está fazendo agora), etc. E nisto as pessoas te descobrem e, ainda mais importante, você descobre as pessoas. E neste descobrir man, acredite: SEMPRE uma hora ou outra aparece algo melhor e você vai pra lá.

Grails ou qualquer framework mais poderoso vai nivelar a equipe? Discordo, e discordo muito. Por que quem não gosta do que faz, não vai gostar de trabalhar com nenhum framework e, consequentemente, Grails vai ser visto como um problema mais que uma solução. Já peguei diversas equipes que foram forçadas a trabalhar com o framework e são loucas pra voltar pro JSF(eca).

E outra: em 90% do tempo o povo fala em empresas "arroz com feijão" que tudo vai ser resolvido "a la CRUD". Mas sempre rola os 10% em que só os melhores preparados conseguem resolver a situação. E normalmente não são os baba ovos que fazem isto: são os que ralam. E como estes 10% costumam contar por boa parte do prejuízo da empresa, man... só se o seu gestor for muito imbecil pra não te valorizar. Se for o caso, nem esquenta: sempre tem outro melhor te esperando em algum lugar, e que vai te perceber devido à sua paixão pela coisa.


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Legal é mais ou menos o que penso e tal, essa opnião que te falei é baseado em varias empresas q trabalhei e em amigos e tal rs soa como a regra do jogo kkk mais criei o topico justamente por que achei a tecnologia bem interessante,e vi que tinham poucas vagas principalmente em SP e com salarios baixos vlw a opnião.


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Achei fascinante este tópico: me motivou inclusive a escrever a respeito no meu blog.
Eu é que agradeço Bruno!


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Bem, interessantes pontos de vista e somo à opinião do Henrique Lobo. Você seria igualmente bom e acrescento, o seu leque de ferramentas seria ainda mais abrangente.
03/05/2013 17:31


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Opa, boa discussão!
Na minha opinião, a ferramenta não faz o profissional. Quanto melhor programador/engenheiro você for mais facilidade terá de se adaptar a uma ferramenta específica. Obviamente, em alguns casos há necessidade de uma especialidade específica dai é mais razoável procurar alguém que determinado set de conhecimentos.

Me deixa muito chateado ver vagas, que são muito comuns por essas bandas, com descrição como: "Programador JAVA com conhecimentos em EJB3, Hibernate, Struts, Tiles, jQuery, blá blá blá".

Uma vez vi um post de um blog levantando uma reflexão interessante sobre isso, será que a empresa vai ficar pra sempre nessa stack? Ou quando mudarem pra Grails, por exemplo, ou outra tecnologia, vão demitir todo mundo? Será que se você for trabalhar nessa empresa vai ser sempre um programador JAVA/EJB/STRUTS/JQUERY, nunca vai poder diversificar e expandir seus conhecimentos?

Por isso dou muito valor a empresas que tem vagas abertas, é importante mencionar com o que o cara vai trabalhar lá, mas é importante dar chance de um cara que trabalhou a vida inteira com Java, e que tem interesse por outras linguagens e tecnologias também se candidatar a uma vaga de Ruby em igualdade com os outros. Experiência é super importante, é claro, mas tudo é relativo, as vezes experiência com uma biblioteca específica não chega nem perto da capacidade de aprendizado, adaptação e raciocínio lógico de outra pessoa.

Por isso eu reinforço o ponto do Kico, a sua qualidade é a sua qualidade, e isso não depende da ferramenta com a qual você vai trabalhar.
03/05/2013 17:53


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Kico e demais, há uma explicação científica para a questão do cara que trabalha de forma produtiva, empenhado e que dá soluções rápidas ser relativamente desvalorizado ("Parece fácil e o mercado desvaloriza. Vai entender né? Visto que o resolver rápido economiza no custo do cliente."). Normalmente, quando observamos um trabalho ser realizado, associamos muito o valor do trabalho à dificuldade aparente da sua realização. Por exemplo, se chamamos um chaveiro para abrir nossa porta porque estamos presos do lado de fora, é mais comum valorizarmos o trabalho do chaveiro que gastou 50 minutos na tarefa (porque nós acompanhamos todo o esforço do cara) do que do chaveiro que gastou 5 minutos (porque o cara já é o supra-sumo dos arrombadores profissionais de portas, 30 anos de experiência). Isso é um comportamento irracional e comum nos seres humanos.

Quantas vezes já vimos exemplos de trabalhos complexos e mal entendidos e valorizados: arquitetura (minha irmã é arquiteta e dificilmente encontra um cliente que entende o valor ou a complexidade do seu trabalho: "É só colocar uma mesa aqui."), desenvolvimento de sistemas, design gráfico (vide blog do DiVasca). O grande desafio é saber fazer o marketing do nosso trabalho de forma a associar nossos resultados com um esforço perceptível para o pagador/contratante/cliente.

Finalmente, é uma falácia achar que computação é fácil. Eu odeio quando alguém diz que "é só fazer um programinha, só mudar um campinho no banco de dados". Isso é a mais pura demonstração de ignorância e desprezo pela nossa profissão. Sempre lembro de um amigo, que trabalhou comigo na Vetta, que dizia: "Se é fácil, faz no Excel!" CRUD pode até ser simples mas nós temos que perceber, para propagandearmos isso, que os frameworks, libs e metodologias mais recentes estão correndo atrás da complexidade que já se apresenta e com a qual devemos lidar, não o contrário. As nossas mais novas ferramentas não estão facilitando as coisas, elas estão impedindo que nós sejamos afogados na complexidade cada vez maior dos sistemas com os quais lidamos. E, sinceramente, é em sistemas complexos que nós fazemos a diferença, não em CRUDs.



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